Uma das missões do Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, organização social sem fins lucrativos localizada em Belo Horizonte-MG, é acolher pessoas com paralisia cerebral em situação de vulnerabilidade social. Na Casa do Caminho, uma das unidades da instituição, moram 70 pessoas com paralisia cerebral e outras disfunções neuromotoras.
Para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o Núcleo realizou diversas atividades integrativas, provocando reflexões, trazendo informações relevantes e, sobretudo, favorecendo o protagonismo de seus acolhidos e assistidos.
Uma das iniciativas foi a realização de uma palestra no dia 20 de setembro com a médica pediatra Dra. Letícia Veiga Lima no auditório Célio Trópia para os funcionários do Núcleo sobre Paralisia Cerebral.
Dra Letícia, além de especialista no tema, trabalhou por 14 anos na instituição, contribuindo muito para a formação da equipe de cuidado. Ela compartilhou conhecimento com embasamento científico e ouviu as dúvidas manifestadas pelos colaboradores presentes, envolvendo nossos acolhidos no debate: “devemos enxergar todo indivíduo como um universo único e dar atenção às suas particularidades. Se o indivíduo tem condições de expor suas necessidades, devemos estar atentos ao que ele tem para nos dizer, com uma escuta ativa, compassiva e atenta. Além disso, não basta tentarmos nos colocar no lugar do outro, até porque, muitas vezes nem acho possível saber o que é viver numa condição se não vivemos verdadeiramente essa condição”.
Ao conversarmos sobre inclusão, Dra Letícia considera que avançamos, mas há uma enorme caminhada pela frente, citando problemas cotidianos que a pessoa com deficiência enfrenta. “Basta ver a estrutura física das cidades: calçadas em péssimas condições, construções sem acessibilidade (inclusive de estabelecimentos de saúde e educação, que são direitos básicos de qualquer pessoa), transporte público muitas vezes sem acessibilidade. Além disso, as pessoas de modo geral ainda enxergam a deficiência como algo do qual devem sentir pena, como se a pessoa com paralisia cerebral não tivesse condições de ser feliz.
Josué, técnico em enfermagem e colaborador do Núcleo, esteve presente na palestra e destacou esse importante momento na sua formação profissional, a partir de uma compreensão mais ampla das pessoas com deficiência: “Participei da palestra sobre paralisia cerebral com a doutora Letícia, onde pude aprender mais sobre o assunto, tirar dúvidas, ouvir dúvidas e questionamentos de outros colegas, com a presença de acolhidos da Casa do Caminho, um momento muito oportuno e que contribuiu para o meu crescimento profissional e como pessoa.”
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